segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

A Mulher do Viajante no Tempo (resenha)

A Mulher do Viajante no Tempo
Autoria: Audrey Niffenegger
Edição: Suma de Letras
Nota: 5 estrelas (mas só porque é a máxima, se pudesse daria 1000)
Sinopse: Henry sofre de um distúrbio genético raro. De tempos em tempos, seu relógio biológico dá uma guinada para frente ou para trás, e ele se vê viajando no tempo, levado a momentos emocionalmente importantes de sua vida tanto no passado quanto no futuro. Causados por acontecimentos estressantes, os deslocamentos são imprevisíveis e Henry é incapaz de controlá-los. A cada viagem, ele tem uma idade diferente e precisa se readaptar mais uma vez à própria vida. E Clare, para quem o tempo passa normalmente, tem de aprender a conviver com a ausência de Henry e com o caráter inusitado de sua relação.

Avaliação: Esse livro conta a história de um viajante no tempo e a mulher que ele ama.

Não sei nem como começar direito esta resenha. Este livro é muito especial para mim. Um dia eu não tinha nada para fazer, nenhum livro para ler e o meu pai emprestou-me este. Mal sabia eu o quanto aquele livro mexeria comigo e me marcaria.

Se você procura um livro com uma história interessante, um amor intenso e verdadeiro e muitos sentimentos, este é o ideal. Faz um bom tempo que o li, mas nunca esquecerei o quanto chorei e me emocionei.

Henry tem a capacidade de viajar no tempo, ir ao futuro e ao passado. Em geral vai para momentos importantes. Desde criança ele faz essas viagens e encontra a si mesmo no futuro e no passado. Confuso?

''Quando estou em outro tempo, estou invertido, transformado numa versão desesperada de mim. Viro um ladrão, um andarilho, um bicho que corre e se esconde. Assusto velhas e assombro crianças. Sou um truque, uma ilusão da mais alta ordem. É incrível eu ser mesmo real.''

Quando uma pessoa imagina viagem no tempo, pode dar uma confusão, pois o que aconteceria se uma pessoa voltasse no tempo e estivesse no mesmo lugar que ela mesma estava no passado? Neste livro, a versão do futuro e a do presente ou a do passado e a do presente se encontram e conversam, porém, nada pode ser mudado.

O autor foi bem detalhista e não dá para se perder nas idas e vindas de Henry pelo tempo. Não se preocupe com isso, não irá enlouquecer tentando descobrir onde está, com que idade e coisas assim.

Há o prólogo e depois deste é o ''primeiro'' encontro do nosso casal. ''Primeiro'' entre aspas, pois é a primeira vez que se veem no tempo cronológico de ambos. Ele tem 28 anos e ela tem 20.

''Então me dou conta de que Clare sabe tudo, nosso futuro, nosso passado, tudo...''

É uma situação bem estranha, pois nosso Henry de 28 anos nunca havia visto Clare e ela o conhecia desde os 6 anos de idade.

Outra confusão?

É meio complicado de explicar mesmo.

No tempo do viajante, a primeira vez que vê o amor de sua vida é aos 28 anos. No tempo da mulher, a primeira vez que vê o homem com quem vai casar é aos 6 anos de idade.

Temos 3 tempos nesta história.

O tempo cronológico de Henry. O tempo cronológico de Clare. E o tempo cronológico dos dois juntos.

No livro é contada a história do viajante no tempo, desde a primeira vez em que viajou até a ultima. É algo linear em idade, não em tempo, pois como foi falado, ele pode ir ao futuro e ao passado.

Temos também a história linear de Clare. A primeira vez que viu seu amado e futuro marido é quando começa.

E por fim, há uma que começa a partir do ''primeiro'' encontro. Quando eles enfim se encontram no presente e podem viver o amor que a mulher do viajante no tempo sempre sonhou e tinha conhecimento da existência, pois Henry nunca escondeu que um dia se casariam.

Talvez seja um pouco difícil de compreender logo no início os saltos no tempo, mas não desistam, pois depois compreenderá e garanto que não haverá um pingo de arrependimento.

''E Clare, sempre Clare. Clare de manhã, sonolenta e de cara amassada. Clare com os braços mergulhados na tina de fazer papel, puxando o molde e sacudindo-o assim e assim para misturar as fibras. Clare lendo, com o cabelo solto sobre o encosto da cadeira, passando bálsamo nas mãos vermelhas e rachadas antes de dormir. A voz baixa de Clare está em meu ouvido com frequência. Odeio estar onde ela não está, quando não está. No entanto, vivo partindo e ela não pode vir atrás.''

O amor deles é realmente lindo. Você aprende a entender as viagens no tempo e o medo daquele que viaja. Também descobre sobre as aflições e o desafio que é amar alguém assim.

''— Não deu para evitar, nossas vidas se entrelaçam. Minha infância toda foi diferente por causa dele, e não havia nada que ele pudesse fazer. Ele fez o melhor que pôde.''

A Mulher do Viajante no Tempo é muito bem escrito. Dá para perceber a evolução e desenvolvimento das personagens, de crianças a adultas.

O que mais posso falar? É encantador, envolvente! Te faz sorrir e rir, chorar até desidratar e no final você tem a certeza de que esse livro é perfeito e esse é o tipo de amor que vai querer para si e caramba! Sem palavras para descrever o quanto é maravilhoso.

Há um filme chamado Te amarei para sempre. Eu o assisti e foi lindo, chorei mais um bocado, pois o filme foi mais ou menos fiel. Entretanto, me indignei com um acontecimento do mesmo que foi diferente do livro e não poderia ter sido, pois foi o que mais me fez chorar.

É uma história que para sempre ficará dentro de você. Eu a li faz anos e apenas uma vez, mas ao fazer esta resenha, todos os sentimentos que senti vieram novamente ao lembrar dos acontecimentos.

''— Eu o amo. Ele é a minha vida. Ando esperando por ele, a vida inteira, e agora, ele está aqui. — Não sei como explicar. — Com Henry, vejo tudo estendido, como um mapa, passado e futuro, tudo de uma vez, feito um anjo... — Balanço a cabeça. Não sei dizer com palavras. — Posso chegar nele e tocar no tempo... Ele me ama. Nos casamos porque... Somos parte um do outro...''

Uma coisa que aprendi com o livro é: o amor é atemporal. Leiam que irão entender.

Uma dica é: TUDO é importante! Alguns acontecimentos no livro a princípio podem parecer meio aleatórios, mas tudo é explicado, TUDO é importante.

Meu pai não tem mais o livro, infelizmente, mas pelo que eu lembro, suas folhas eram normais e eu não tive dificuldades com o tamanho da letra. Seu preço não é muito animador, mas se estiver em promoção ninguém precisará deixar de comer para comprar.


Por: Mel

4 comentários:

  1. Oi, Mar.
    Assim como você, sou completamente apaixonada por esse livro. Ri e chorei horrores com ele. Me apaixonei por cada página, cada parágrafo. É, sem dúvida, um dos (senão "o") meus livros favoritos.
    Assisti o filme assim que terminei de ler, e, por mais que tenha suas diferenças comparado ao livro, também o achei incrível. Foi uma boa adaptação. Não ótima, mas boa o suficiente.

    Beijos,
    Livro de Unicórnios

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    Respostas
    1. Oi, Júlia.
      Também é um dos meus livros favoritos, ele e Pássaros Feridos competem o pedestal de melhor livro romântico.
      Sobre o filme eu acho que para ser um filme adaptação de livro até que estava muito bom, até me fez chorar! Eu não me decepcionei com o filme como me decepcionei com outras adaptações de outros livros.
      Espero que esteja gostando do nosso blog.
      Beijos.

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  2. Opa! Só agora que vi que foi a Mel quem escreveu. Haha. Perdão.

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    1. Tudo bem kkk
      Às vezes eu até penso que podem existir leitores aqui no blog que não sabem que somos duas!
      Você pelo menos sabe :)

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